Desde segunda-feira, alunos e professores já visitaram os museus Casa da Nigéria, Casa do Benin e Casa da Angola. Nas casas, que são embaixadas culturais dos países na Bahia, foram ministradas palestras sobre questões sociais, história, economia e tolerância religiosa.
O grupo piauiense conheceu também o Museu Afro-Brasileiro (MAFRO), ligado à Universidade Federal da Bahia (UFBA). Eles foram recebidos pela coordenadora do local, Graça Teixeira, que demonstrou interesse em fazer parcerias com o IFPI. À convite do bloco afro Malê Debalê, na quarta-feira, 20, dia da Consciência Negra, alunos e professores participaram da caminhada do Fórum de Entidades Negras, que teve como tema os dez anos da Lei nº 10.639/2003.
Com relação a essa Lei, o diretor-geral do campus São João do Piauí, José Walter Silva e Silva, falou que deve propor alterações na grade curricular dos cursos do IFPI. "Essa Lei trata do ensino da História e Cultura Afro-brasileira na Rede de Ensino. Queremos levantar a discussão da diversidade e da tolerância no âmbito do ensino, em caráter multidisciplinar", comentou.
Francisco Washington Soares Gonçalves, diretor-geral do Campus Paulistana, explica que no município existem 19.195 habitantes, dos quais 12.075 são negros, além de 18 comunidades reconhecidas como quilombolas pela Fundação Palmares. "Através de palestras e do curso de Operador de Beneficiamento de Frutas e Hortaliças, do Programa Mulheres Mil, estamos realizando intervenções positivas nas comunidades quilombolas", explicou.
Na manhã de quinta-feira, 21, o grupo participa de palestra com o diretor de Educação do bloco afro Malê Debalê, Eduardo Santana. À tarde assistem palestra com o angolano D Joson Filosofi. Na sexta-feira, 22, eles irão para um evento sobre a diáspora africana, que contará com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy.
Com informações do Ascom
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